803 dias como AIESECer

Em setembro de 2014, a Sara tornava-se, oficialmente, uma estudante do ensino superior. Sentia-se cada vez mais próxima do mercado de trabalho, mas ainda muito pouco preparada para o enfrentar. Foi nessa altura que conheceu a AIESEC.

“Inscrevi-me e enfrentei a minha primeira entrevista (de sempre). Dois anos e dois meses depois, continuo a fazer parte da organização e quando me pedem para descrever tudo aquilo que ganhei e aprendi como AIESECer é quase impossível de o fazer, tendo em conta que toda a aprendizagem e experiência foi contribuindo para o meu desenvolvimento como estudante e como profissional, e hoje faz já parte de mim. Porém, há um conjunto de experiências que só tive oportunidade de enfrentar com a AIESEC e são essas que partilho hoje convosco:

 

Conhecer novas culturas e pessoas de outros países

Conheci a AIESEC através de uma amiga da faculdade. Encontrei-a a passear com um colombiano e perguntei-lhe onde se tinham conhecido. Falou-me logo da AIESEC – disse-me que era uma organização internacional, que teria a oportunidade de conhecer pessoas de vários países. É claro que esta ideia me fascinou.

A verdade é que, apesar de vivermos na era da globalização, só através da AIESEC é que me comecei a sentir uma verdadeira Global Citizen. Entrevistei pessoas de vários países, recebi estrangeiros e mostrei-lhes Lisboa, conheci a cultura de dezenas de países diferentes (principalmente a gastronomia) e tive a oportunidade de trabalhar com jovens estudantes que, como eu, fazem parte da AIESEC, mas em países totalmente distintos.  Foram todas estas experiências que me permitiram fazer amigos, conhecer culturas novas, mas acima de tudo, tornar-me uma cidadã mais preocupada e informada.

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Perceber com funciona uma empresa/organização e aumentar a minha network.

Quando entrei para a AIESEC, o meu conhecimento relativamente ao funcionamento de
empresas e organizações era quase nulo. O meu primeiro “cargo” foi como membro da equipa de recursos humanos, o que me permitiu conhecer bem a estrutura de toda a organização e maneira como funcionava. Cinco meses depois, tornei-me team leader da equipa de corporate sales – estava responsável não só por uma equipa, como também pelo desenvolvimento do programa Global Talent Teaching. Durante este período, o meu trabalho consistia em contactar empresas para lhes dar a conhecer o nosso projeto, através do qual poderiam receber estagiários estrangeiros. Foi nesta altura que comecei a perceber o funcionamento das empresas com as quais ia contactando e estabelecendo relações. Além disso, ao longo de todo o meu percurso na AIESEC, tive também a oportunidade de estabelecer alguns contactos, quer no seio das empresas, quer com colegas com que fui trabalhando.

Desenvolver competências e ganhar experiência

Como estudante finalista de ciências da comunicação, as competências práticas são cada vez mais importantes para mim. Durante os cinco semestres por que tive de passar, fui desenvolvendo, na faculdade, todas as competências teóricas essenciais para um profissional da comunicação, mas sinto que pouco aprendi no que toca à componente pragmática do meu curso. A verdade é que nunca senti a falta do teor prático da minha licenciatura, isto porque sempre encontrei resposta a essa necessidade nas experiências que pude ter com a AIESEC.

Em outubro de 2015, tornei-me manager de marketing, estando responsável por toda a comunicação externa da AIESEC. Esta oportunidade permitiu-me não só desenvolver competências práticas na área da comunicação, como também trabalhar na organização de vários eventos.

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Aprender a trabalhar em equipa e desenvolver a liderança

Um dos objetivos da AIESEC é desenvolver o trabalho em equipa. Por isso, foram muitas as oportunidades que tive de participar em projetos de equipa, como membro e como líder. Aprendi o que significa a liderança, e qual o modelo mais adequado a mim. Apesar de ter sido, por vezes, complicado e exasperante, esta começou a ser a minha forma de trabalho de eleição – lidar com os conflitos do grupo, procurar o consenso, conseguir melhores ideias, tudo isso me cativa no trabalho em equipa.

Conhecer-me e Desafiar-me

Mas, apesar de tudo, a maior e melhor oportunidade que a AIESEC me deu foi a de me conhecer a mim própria. Ao longo destes dois anos, enfrentei dezenas de coisas que me assustavam  e percebi exatamente quais são os meus interesses.”

 

E tu, o que gostavas de desenvolver com a AIESEC? Não percas a oportunidade de fazer parte da maior organização de estudantes do mundo!

 

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