A História da Beatriz

Depois de conhecer a AIESEC e os seus estágios de voluntariado, a Beatriz decidiu que queria ter um contributo positivo no mundo e conhecer novas culturas. Conseguiu concretizar este desejo através de um projeto de uma ONG em Santiago do Chile.

 

O que te levou a embarcar numa experiência com a AIESEC?

“Após ter uma grande amiga minha a trabalhar na AIESEC de Coimbra, comecei a ganhar algum interesse no que a organização fazia. Um dia, essa minha colega falou-me sobre os estágios de voluntariado que a organização tinha, algo que eu achei extremamente relevante. Foi nesse momento que decidi então embarcar numa experiência de voluntariado através da AIESEC, queria fazer algo de novo e de relevante durante as minhas férias de verão, queria contribuir para algo maior e queria conhecer novas culturas, algo que efetivamente aconteceu.”

Uma das razões que te levou a aventurares-te numa experiência internacional foi a possibilidade de conhecer novas culturas. Como foi viver num país tão distinto de Portugal? Sentiste o choque cultural?

“Viver num país diferente foi incrível. Esta experiência de apenas 2 meses causou em mim uma independência que eu só iria obter em alguns anos. Tenho consciência que ao embarcar nesta experiência com o intuito de desenvolver outra comunidade acabei por também me desenvolver a mim própria.

Senti [o choque cultural] e adorei senti-lo. É a parte mais engraçada de toda esta jornada. Aperceber-me de pequenas coisas que nós fazemos, que são próprias da nossa cultura, é fantástico. Por exemplo, um simples cumprimentar entre 2 mulheres portuguesas é feito com 2 beijinhos, enquanto que no Chile é feito com apenas 1 beijinho.”

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Em que consistiu a tua experiência?

“A minha experiência de voluntariado foi numa ONG em Santiago, que já existia há cerca de 30 anos, mas não era nada conhecida. As suas funções eram integrar pessoas com incapacidade visual e também criar materiais que estas conseguissem utilizar, coleções de livros, filmes, tudo em áudio. Faziam braille através da sua própria máquina. Eu estive numa equipa de marketing multicultural a fazer angariações de fundos e a criar uma nova imagem da ONG,  durante a minha experiência. No primeiro mês, fiquei numa host family e, no segundo, estive a viver numa casa com outros estagiários. Foi muito interessante ter tido a oportunidade de estar inserida numa família tipicamente chilena mas, por outro lado, também adorei partilhar casa com estagiários dos mais diversos países, com os quais pude criar grandes laços de amizade.”

Quais foram, para ti, os maiores desafios?

“Os meus maiores desafios foram ter de trabalhar com pessoas que tinham personalidades completamente diferentes da minha – isto fez com que eu me tornasse numa pessoa mais paciente a longo prazo – ,ter um choque de realidade pela forma como as famílias chilenas viviam e ter de lidar com a fase de frustração de estar algum tempo fora da minha cultura e país natal. Mas todos se superaram com o passar do tempo, através de relações fortes que foram desenvolvidas com outros estagiários.”

O que aprendeste sobre ti? Achas que algo mudou com esta experiência?

“Aprendi que sou uma pessoa que adora desafios, com novos ambientes e novas culturas.Sou agora uma pessoa que é muito mais confiante em si própria, defendo muito mais as minhas ideias, de modo a mostrar aquilo em que acredito, sou também uma pessoa mais proativa e sou capaz de ter à vontade para falar com qualquer pessoa.”10383646_667292720015160_5152796143819389872_n

Disseste que um dos maiores desafios foi o facto de teres trabalhado com pessoas muito diferentes de ti. O que aprendeste sobre o trabalho em equipa com esta experiência?

“Aprendi que a chave para trabalhar em equipa é não nos prendermos à nossa opinião, mas termos a flexibilidade e a consciência de que a nossa ideia, juntamente com a dos outros, fará com que o resultado final seja ainda melhor.”

Como é agora a tua percepção das outras culturas, sentes que mudou de alguma maneira?

“Tenho agora a noção que a cultura do teu país vai definir em parte aquilo que tu és e as ideias/valores que tu defendes. Viver em primeira mão aquelas pequenas coisas é muito interessante e é tão relevante conhecer novas culturas.”

Que conselho darias a alguém que esteja a pensar em embarcar numa experiência como a tua?

“Respirar fundo, porque a verdade é que vão haver momentos difíceis, mas é ultrapassá-los que nos vai fazer uma pessoa melhor.”

Segue o exemplo da Beatriz, aventura-te!

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