Cabo Verde, um país para descobrir!

Às vezes, a única coisa que precisamos é de mudar um bocadinho aquilo que vemos todos os dias – as mesmas ruas, as mesmas pessoas, as mesmas coisas que fazemos todos os dias! A Beatriz decidiu fazer isso mesmo, e nada melhor do que sair de Portugal rumo a Cabo Verde para ter a experiência da sua vida, com a AIESEC!

 

Como correu a tua experiência?

B: Diria que a minha experiência foi um completo sucesso! Superou as minhas expectativas em muitos aspetos e acabou por ser uma daquelas escolhas que realmente marca a nossa vida e a nossa forma de olhar o mundo.

O que sentes que desenvolveste mais no estágio?

B: Penso que foi sem dúvida a capacidade de adaptação, seja em termos de ter visitado um país com uma cultura e costumes completamente diferentes dos nossos, seja por ter trabalhado com crianças de diferentes idades todos os dias.

18834594_1386706058092079_1652923228_n

Qual foi o momento mais “wow”?

B: O momento mais “wow” acontecia todas as manhãs. ao virar a curva que dava acesso à escola onde desenvolvi o meu trabalho! Todas as manhãs, sem exceção, fizesse um gigantesco ou um enorme calor (não há outra opção), bastava o carro que nos levava aproximar-se daquela curva e conseguia-se ouvir uma multidão de mini pessoas, em completo êxtase de ‘Ehhhs’ apenas por nos ver. Repito, só por nos ver, só por termos regressado para lhes dar mais uma oportunidade, mais um dia de aprendizagem, mais um dia com um iogurte. Esta é sem dúvida das memórias que me toca mais.

Qual foi o momento mais “complicado” com o qual tiveste de lidar?

B: Não consigo escolher de entre estes dois. O primeiro passou-se no suposto primeiro dia de trabalho. Basicamente, chegámos à associação responsável por este projeto, super entusiasmadas com a tarde que se seguiria e foi-nos informado que não havia crianças para conhecer, que o reitor da escola não havia avisado ninguém e que por isso não tínhamos trabalho. Tudo acabou por se resolver, mas foi um tremendo susto, depois de todos aqueles quilómetros percorridos, pensar que estaria ali 45 dias a sentir-me inútil era um pesadelo na Terra.

O segundo decorreu durante o trabalho. Como éramos só duas, havia, infelizmente, um limite máximo de cinquenta crianças autorizadas a frequentar a colónia de férias. Houve um dia em que, como esta atividade já se tinha tornado conhecida pelo resto do bairro, apareceram mais crianças do que o esperado e nós não tivemos outro remédio se não mandá-las para casa, pois nem mais cadeiras tínhamos para as sentar. A minha parte racional diz-me que agi bem, a parte emocional nem se consegue pronunciar sobre o assunto.

18870869_1386706668092018_1192846805_n

Como foste recebida?

B: A minha receção é dos momentos mais queridos que guardo de toda esta experiência. Ainda eu estava no processo de redefinir a minha noção de calor e de me habituar a toda aquela atmosfera exótica, quando oiço o meu nome chamado por dois calorosos sorrisos do presidente e da responsável pelos intercâmbios da AIESEC! Foi um verdadeiro alívio! Senti-me super bem acolhida, eles quase que estavam mais felizes por eu ter chegado do que eu! Foi sem dúvida das melhores receções que já tive, senti-me imediatamente confiante com toda aquela experiência e ainda não tinha posto os pés fora do aeroporto, obrigada LC Cabo Verde!

Que impacto teve a receção/presença do teu escritório no teu estágio?

B: O meu estágio não seria de longe o mesmo sem eles. Não sei se foram os cafés de convívio ou as aventuras partilhadas, mas eles fizeram-me sentir em casa, foram uma verdadeira família de acolhimento naquele país desconhecido. Todos eles contribuíram nalgum aspeto para que esta fosse uma experiência memorável, mostrando-se sempre disponíveis para ajudar ou para nos mostrar um novo canto da cidade. Agradeço-os por todos os problemas resolvidos e todas as gargalhadas partilhadas!

Como foi o choque cultural? O que mais gostaste e menos na cultura de Cabo Verde?

B: Eu considero-me uma pessoa viajada e mesmo assim, nunca tive um choque tão grande ao entrar num país como tive com este! Tudo é diferente do que eu alguma vez tinha visto, o ritmo, os sabores, os olhares e até algo tão universal como um sorriso. Como posso descrever, as pessoas são rijas mas ao mesmo tempo, super carinhosas! Por aqueles lados reina o conceito de Morabeza, a arte de relaxar, da qual, devo dizer, fiquei uma fã convicta! Aquilo que menos gostei, e é das coisas que me deixa tão triste e acaba por destruir um pouco a atmosfera paradisíaca da ilha, é a quantidade de lixo no chão… É realmente vergonhoso, e faz parte dos meus objetivos, um dia voltar e ajudar a resolver o problema.

Tinhas objetivos definidos antes de iniciares o estágio? Descreve os principais.

B: O que eu queria mesmo era que a Beatriz que partiu não fosse a mesma Beatriz que voltasse. Queria dar o meu contributo ao mundo e resolver nem que fosse o mais pequeno dos seus problemas, conhecer uma cultura diferente e acima de tudo globalizar-me!

18901132_1386705934758758_408306713_o

Se sim, conseguiste atingir esses objetivos?

B: Com certeza, mas o mais surpreendente é que além disso ainda consegui realizar desejos que nem sabia que tinha, o que se revelou umas surpresa fantástica, permitindo-me desenvolver tanto a nível profissional, pessoal, cultural, enfim! Foi algo que realmente contribuiu imenso para a minha formação como cidadã do mundo.

Se não, o que achas que ainda podes fazer para os atingir?

B: Outra experiência destas abre os horizontes a qualquer um!

 

FAZ COMO A BEATRIZ, E VIAJA COM UM PROPÓSITO, PARA CABO VERDE!

Author