O meu English Brilliant Course na Indonésia

A Cláudia partiu rumo à Indonésia para uma experiência de voluntariado com a AIESEC. Com o projeto English Brilliant Course, teve a oportunidade de ensinar inglês a alunos de variadas idades – desde crianças a adultos, contribuindo para o desenvolvimento do país.
Hoje, de regresso a Portugal, conta-nos como foi a sua experiência, e deixa uma mensagem de incentivo a todos aqueles que estejam a pensar aventurar-se, tal como ela.

1. Porque decidiste embarcar numa experiência com a AIESEC?
Descobri a AIESEC, por acaso, enquanto esperava na Universidade por um Professor para uma reunião, olhei para um quadro e ali estava diante de mim a oportunidade esquecida de fazer algo pelos outros. Fazer voluntariado foi um desejo que nasceu em mim enquanto criança ainda, pelos 12, 13 anos.

3. Como foi viver num país diferente?
Foi das melhores iniciativas que tive na vida, apesar das dificuldades iniciais e fase de adaptação, foi uma experiência maravilhosa que me fez ver o mundo de outra maneira e ser mais próxima das pessoas.

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4. Sentiste o choque cultural?
Senti sim, principalmente em questões de alimentação, mas acho que se trata de uma fase que requer adaptação, tornando-se depois normal. (…) O ato de comer é feito de garfo e colher e a mão direita é considerada “a boa”, enquanto a esquerda é “a má”, sendo que para pôr comida na boca, oferecer algo, deve ser feito com a mão direita, estando este facto relacionado com os hábitos de higiene, pois o papel higiénico e substituído por água e a própria mão.

5. Resume-me a tua experiência
Foi uma experiência repleta de coisas e sentimentos novos, conheci imenso da cultura e das pessoas, aprendi a dar mais de mim e ser ainda mais paciente, ganhei naturalmente o gosto por dar e ajudar. As pessoas para mim foram das melhores coisas da experiência, pela sua simplicidade e enorme carinho, pelo gosto de dialogar e pela vontade de dar. As paisagens, transportaram-me quase para um planeta terra virgem, ou aparentemente menos impactado pela intervenção humana, paisagens de despertar emoções e tirar o fôlego. O melhor ainda disto tudo foi a paz que trouxe comigo e pior as saudades que ficam daquele lugar maravilhoso.indonesia-1578647_960_720

6. Quais foram os teus maiores desafios?
Os meus maiores desafios foram a alimentação como anteriormente referido, também por estar num local mais dirigido a estudantes e as ofertas de alimentação serem menos variadas e saudáveis.

7. Como é que os superaste?
Foi um período de adaptação, ao início pareceu impossível e até perdi peso, uma semana depois passou a ser simplesmente normal, comecei até a gostar imenso de algumas comidas e ainda me perdi nas guloseimas.

8. O que é que aprendeste sobre ti?
Que sei ser forte e superar dificuldades que me parecem impossíveis de superar e o mais importante para mim é saber que por muito difícil que seja ao início não passa de uma fase por ser tudo novo, e é necessário pensar que não são propriamente dificuldades, mas antes o medo do desconhecido e o enfrentar situações com as quais não estamos familiarizados.

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9. O que aprendeste sobre trabalhar em equipa?
É uma grande dádiva poder receber conhecimento livremente de outras pessoas e poder aprender com qualquer pessoa, melhorar os nossos conhecimentos e reformular opiniões. Conviver com culturas diferentes numa equipa, pode desencadear a criação de conhecimento tão variado, conversas ricas e partilha de opiniões e visões tão distintas que é aqui que se torna tão valioso e interessante o trabalho em equipa.

10. O que achas que mudou em ti com esta experiência?
Imensa coisa, acho que me tornei ainda mais paciente, mais recetiva e vim com uma imensa paz interior e vontade de ser ainda mais ativa, fazer mais por mim e por todos os que me rodeiam sempre que possa ou tenha a consciência da necessidade.

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11. Como é agora a tua percepção das outras culturas, sentes que mudou de alguma maneira?
Sinto que somos todos diferentes e todos iguais e que as diferenças nos deveriam unir e fascinar muito mais, porque para mim não há nada mais belo do que nos deixarmos fascinar pelos outros e pelas suas formas diferentes de pensar e ver o mundo.

12. Que conselhos darias a alguém que estivesse a pensar embarcar numa experiência deste tipo? Mesmo que o medo seja muito grande e a incerteza ainda maior, é uma experiência tão fascinante que a único arrependimento será o de não ir.

13. O que trazes desta experiência?
Um coração enorme, muitas fotos e amor na alma e acima de tudo trago uma grande saudade da Indonésia.

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