Porquê um projeto social de educação na Índia?

Em setembro do ano passado, a Organização das Nações Unidas definiu 17 Global Goals, que deveriam pautar as agendas políticas dos líderes mundiais durante os próximos anos. A concretização destes objetivos significaria o fim da pobreza extrema, da desigualdade e das mudanças climáticas até 2030.  De entre a vasta lista de objetivos definidos pela ONU, encontra-se a educação de qualidade, que deverá, em 14 anos, tornar-se acessível a todas as crianças e jovens.

A Índia é um dos países mais afetados por este problema.

Em março de 2014, o jornal britânico The Guardian lançou um artigo em que abordava as dificuldades enfrentadas pelos jovens e pelas crianças indianas para terem acesso a ensino público de qualidade. A maioria dos pais opta pelo ensino privado, pois confia que o seu dinheiro será uma garantia de sucesso.

Em 2010, o Right to Education Act definiu legalmente que todas as crianças entre os 6 e os 14 anos deveriam frequentar a escola, mas este documento concentrou-se em pouco mais que isso, limitando-se a garantir o direito ao ensino, mas não a eficiência nos processos de aprendizagem. A educação pública existe, mas a sua qualidade não é a desejável – após três anos de ensino, 60% das crianças ainda não sabem ler algo para além do seu nome (estatísticas de 2014).children-702213_960_720

Shivam Tibrewala, um jovem indiano que teve a oportunidade de estudar durante algum tempo na Polónia, descreve as diferenças que encontrou entre os dois tipos de ensino: “ A educação na Índia é muito contextual e teórica, no que toca à transmissão de conhecimento. Na Polónia, o sistema de ensino dá aos alunos mais independência, os jovens são ensinados a ser mais street smart que book smart. Para os voluntários, a índia seria uma boa opção para um projeto de educação, pois seria uma boa experiência cultural, tanto para eles como para nós, visto que não interagimos com estrangeiros muito frequentemente.”

A falta de ensino público de qualidade e a possível dificuldade dos pais em financiar uma alternativa privada, cria grandes entraves ao futuro das crianças e dos jovens indianos, mas também ao próprio país.

A índia encontra-se entre as economias com o mais rápido crescimento na última década, mas a educação de baixa qualidade não permite o desenvolvimento do país, devido à falta de competências por parte dos jovens (a força de trabalho emergente) para lidar com as necessidades de uma economia do século XXI.

A realidade educacional da Índia levanta problemas a outros níveis, não só económico como também cultural e social. E esta é a maior preocupação da ONU – a impossibilidade do desenvolvimento individual e das sociedades devido à desigualdade e à falta de oportunidades.

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Se também tu gostavas de ter um contributo positivo para este problema, esta é a tua oportunidade!

A AIESEC aliou-se à Organização das Nações Unidas na ajuda à concretização dos Global Goals, divulgando-os e apoiando projetos que visam a melhoria destes problemas.

Na Índia, são vários os projetos de educação que envolvem estagiários, crianças e jovens. Podes encontrar todas as informações em:https://opportunities.aiesec.org/programmes

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