Projeto para 2017: Descobrir a Polónia

O Luís Alves é, atualmente, um dos diretores da AIESEC in Coimbra NEFE, mas já tem planos para o próximo ano: vai participar num projeto de voluntariado em fevereiro de 2017, na Polónia!

Durante 6 semanas,  o Luís vai dar aulas a crianças, na cidade de Cracóvia.

 

– Qual foi a tua motivação para ires de voluntariado para o ano?

A motivação passa por ter acompanhado várias experiências de estagiários durante o meu período na AIESEC. Já queria ir em 2015, mas adiei devido aos estudos e por questões de orçamento.

Agora já vou estar licenciado e vou ter um gap de 6 meses, então vou aproveitar para fazer algo que sempre quis fazer.

Depois de já ter ajudado tantas pessoas a ir de estágio e ver o quão mudadas elas ficaram não consigo não o fazer, até me arrependo de não ter ido antes.

 

– Porquê a Polónia?

Queria algo na Europa. Tenho pena de, se calhar, não vir a ter aquele choque cultural muito forte, mas neste estágio há muitas vagas, por isso, irei ter contacto com muitas culturas na mesma, ao conviver com estagiários de todo o Mundo.

Também tenho amigos que estiveram na Polónia de Erasmus e, de certa forma, contribuíram para a minha curiosidade em relação ao país. Além disso, uma das pessoas que está a ajudar a gerir o escritório da AIESEC, para o qual estou de momento a trabalhar, é um rapaz polaco, e o contacto que tive com ele também despoletou esta curiosidade.

Saber mais sobre a história do país é um dos meus objetivos durante o estágio, para além de realizar o projeto da melhor forma que conseguir. A ideia que tenho dos polacos é que são pessoas extremamente organizadas e profissionais, há separação entre trabalho e amizade, algo que eu quero conseguir aprender a fazer.

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– Conta-me quais os passos da tua preparação para o estágio, tendo em conta que fizeste as coisas com antecedência:

1º Sabia que queria algum país da Europa, então procurei logo estágios depois de fevereiro (quando posso ir). Depois vi a descrição de cada estágio (job description), avaliei o que queria do estágio, e adaptei isso à oferta.

2º Candidatei-me para 4 projetos diferentes, dois na Polónia, um na Bulgária e um na Hungria. Fiz entrevistas para todos eles e no fim quando fui aceite escolhi o estágio que mais me interessou.

3º Antes de aceitar definitivamente o estágio  tirei todas as dúvidas com o pessoal da AIESEC responsável pelo mesmo – se podia ir mais cedo para o país, como ia ser a receção e a indução ao projeto que eles têm obrigatoriamente que dar a todos os estagiários, onde ia ficar a dormir.

4º Os materiais que eu vou usar para ensinar as crianças durante o estágio têm de ser entregues antes (é um requisito deste projeto), então alinhei com eles disponibilidade para a entrega. Já estou a trabalhar nas sessões que vou dar mas estou a fazer tudo com calma. Quero-lhes mostrar um pouco de Portugal.

5º Tenho informado sempre a pessoa responsável pelo meu acompanhamento aqui de Portugal sobre em que patamar estou no processo, quando tive entrevistas, o que ficou acordado eu ter durante o estágio, esse tipo de coisas.

Isto é muito importante para que a AIESEC de Portugal ajude a que tudo corra bem durante a minha experiência e como esta pessoa que está encarregue de mim já fez também um voluntariado do género, tem-me dado dicas bastante importantes.

6º Já procedi à compra dos bilhetes de avião e seguro europeu de saúde! Tratar destas legalidades com antecedência faz com que tudo fique mais barato.

7º Falta-me saber quem é o meu buddy da Polónia para eu entrar em contacto com ele e falta-me a preparação cultural aqui em Portugal, é muito importante antes de se sair do país ter esta preparação.

8º Aproveitar os saldos da época natalícia para comprar um casaco mais quente é definitivamente algo que vou fazer, preparar-me para o frio!

9º Estou também a falar com os estagiários que vão para o mesmo projeto que eu, portanto já comecei a fazer algumas amizades, o que me deixa mais seguro de certa forma.

10º Fazer tudo com antecedência pesou imenso na questão de convencer os meus pais a ir de estágio, este era o maior desafio que eu sabia que ia ter quando tomei esta decisão. O que fiz foi conseguir ter o processo feito e depois apresentar aos meus pais a informação toda direitinha, expliquei também o que pretendo desta experiência e as mais valias da mesma.

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– O que esperas dar e receber durante esta experiência?

Receber:

Espero conhecer a cultura polaca (como trabalham, o dia-a-dia, a situação económica do país – mesmo por eu ser de economia-,  a história do país, as políticas). Além disso, quero refletir sobre o percurso que tive na AIESEC até agora, algo que não tive ainda oportunidade de fazer, e estar com pessoas diferentes.

Tendo em conta que pretendo fazer mestrado em gestão internacional a internacionalização é algo que me interessa muito.

Pretendo também estar com os miúdos com os quais vou trabalhar e criar uma ligação com eles, estou mentalizado que vou receber muito mais do que o que vou dar, todas as pessoas com que falei que já fizeram um voluntariado me dizem isso. Sei que os miúdos vão causar diferença em mim, seja por ter de me adaptar a eles ou por eles serem super interessados. Espero ter um desenvolvimento pessoal muito grande, nunca dei aulas portanto estou com um pouco de medo.

Por fim, espero conhecer outros escritórios da AIESEC e a forma como trabalham, pois a única realidade que conheço é a de Portugal.

Dar:

Primeiro quero que as pessoas conheçam o Portugal, sinto que ninguém conhece o nosso país. Há muitas pessoas que nem sabem onde fica o nosso país. Conseguir ter impacto nos miúdos, nem que  seja em meia dúzia deles, abrir-lhes os horizontes, falar de Erasmus, motivá-los a fazerem estágios coisas que apelem à internacionalização.

Sentir que estou a ser útil para eles é um grande objetivo meu. Sei que as coisas lá não vão ser perfeitas, mas espero conseguir ajudar e ajudar os outros estagiários que vão estar comigo, é muito importante numa equipa de estagiários haver um que é da AIESEC, dar um bocado de mim aos estagiários, criar muitas amizades e mais tarde ir fazer uma viagem com eles.

 

Estas são as expectativas que o Luís tem para 2017. E tu, que planos tens? Faz-te ao mundo!

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