Tunísia – uma experiência incrível

Já ouviste falar da Tunísia? Se sim, lê um pouco sobre a experiência do Kevin, atual Presidente do escritório da AIESEC na UBI. Pode ser que te inspires e tenhas a tua própria experiência de voluntariado num país onde só sonhaste ir!

O que te levou a fazer uma experiência de voluntariado?

K: Eu estava no terceiro ano do meu mestrado integrado e queria fazer algo mais no meu Verão. Por um lado ainda não me sentia totalmente preparado para realizar um estágio especializado na minha área e ao mesmo tempo queria fazer algo que contribuísse para mim, os outros e o mundo. Então achei os projetos da AIESEC a oportunidade certa para mim.

Qual o país e projecto que escolheste? E porquê essas escolhas?

K: Escolhi um projeto chamado “Tomorrow Begins Today” na Tunísia. O seu principal objetivo passava por despertar em crianças esperança para o seu futuro e dar-lhes a conhecer o mundo e todas as oportunidades que tinham pela frente. Dado ser um país com uma cultura bastante fechada, pelo menos quando comparado à nossa, eu queria fazer com que as crianças tivessem uma ambição maior do que o emprego do seu próprio pai ou a sua própria mãe para o futuro.

Qual foi o teu maior desafio? O que fizeste para o ultrapassar?

K: O maior desafio passou pela comunicação com as crianças. Enquanto eu apenas falava português, inglês e ainda entendia um pouco de francês, as crianças apenas sabiam árabe. No entanto, apesar de ter sido um desafio, não foi impedimento de uma óptima experiência até porque as educadores de infância serviam-se do francês para fazer traduções e os desenhos e sorrisos eram suficientes para criar um impacto muito grande nas crianças e elas em mim.

Esta experiência ajudou no teu desenvolvimento pessoal? Se sim, em que aspectos?

K: Sem dúvida, não só trabalhar com as crianças, mas também com uma equipa de 20 jovens de 10 países diferentes permitiu-me entender as diferentes perspectivas de cada cultura e a história e porquês das mesmas. Para além de um desafio diferente para atravessar todos os dias, também ajudou a conhecer-me melhor e a viver de forma ativa e otimista com pessoas diferentes todos os dias.

Qual foi o maior choque que sentiste?

K: Creio que foi precisamente a cultura do país. Ia preparado para enfrentar um desafio muito grande, mas cada dia descobria uma coisa nova. E aquilo que para nós é considerado uma simples liberdade, lá ainda estão a uma distância muito grande de conquistar. Desde o facto de nenhuma mulher não poder viver na mesma casa que um homem se não for esposa, filha ou mãe. Apesar das mulheres serem muito respeitadas, não lhes eram conferidas os mesmos direitos que os homens na sociedade e isso era visto como uma coisa “normal” para os mais ignorantes.

Descreve a tua experiência numa palavra.

K: Multiculturalidade

Que conselhos dás a quem tenciona viver uma aventura de voluntariado internacional?

K: É sem dúvida uma experiência que muda uma vida e muitas ideias pré-concebidas que temos em relação a outras culturas. Eu aconselho a que partam com uma mentalidade muito aberta e preparados para lidar com um muitas coisas diferentes, tanto no ambiente onde irão ter a sua experiência, mas também contarem com muitas mudanças pessoais.

 

SEGUE O EXEMPLO DA INÊS E VIAJA COM UM PROPÓSITO, PARA A TUNÍSIA!

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