Voluntariado na China, a aventura de uma vida

A Inês Lourenço é, atualmente, membro da equipa de Marketing na AIESEC in Coimbra NEFE e, no verão passado, decidiu aventurar-se numa experiência de voluntariado na China!

 

J: Qual o país e projeto que escolheste?

I: Estive a fazer voluntariado na China e escolhi este país por ser apaixonada pela cultura asiática, fascina-me imenso.

Pertenci a um projeto em que ensinava inglês básico a crianças, mas também tive a oportunidade de ensinar um pouco de português e da nossa cultura.

Fiz também parte de um festival internacional onde várias pessoas representavam um país e tentavam dar a conhecer a sua cultura, foi algo espetacular porque tive de cozinhar comidas típicas de Portugal.

J: Qual a tua motivação para realizares o voluntariado?

I: Lembro-me de, quando andava na escola secundária, uns estagiários de voluntariado da AIESEC passaram por lá a contar as suas experiências e um dia também eu queria poder fazer o mesmo.

Desde há já muito tempo que esperava um dia ir para fora, viajar e estar em contacto com outras culturas. Quando vim para a faculdade passava diversas vezes pelos cartazes e cada vez ficava mais motivada e interessada, até que um dia pensei “eu quero fazer algo diferente, algo que me faça crescer e sair da minha zona de conforto”.

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J: Quais foram os teus maiores desafios e como conseguiste ultrapassá-los?

I: Definitivamente, estar com pessoas de outros países, conviver com culturas extremamente diferentes umas das outras, no sentido que todos tínhamos personalidades e gostos muito distintos. Para ultrapassar isto, penso que precisamos de ter, essencialmente, uma mente aberta, pronta a receber o que de melhor uma experiência como estas, ter a noção de que nem toda a gente pensa como nós, mas ao mesmo tempo, não deixar que as nossas ideias fossem “abafadas”. Acima de tudo, tem de existir um respeito mútuo.

Outro desafio passava pela comunicação com as crianças, porque precisava sempre de alguém para interagir com eles. Tentei enfrentar isto, começando a ganhar confiança com as crianças, fazendo joguinhos e acabei por ter mesmo uma excelente relação com eles.

J: O que mudaste em ti?

I: Quando voltei, as pessoas diziam que eu vinha mudada, mas eu não tinha bem a noção disso. A realidade é que dificilmente vemos as mudanças em nós próprios e só começamos a perceber quando já não é só uma ou duas pessoas a comentar. Sei que foram tempos que nunca mais vou esquecer, ajudaram-me a ganhar confiança, a ultrapassar obstáculos, como por exemplo fazer amigos de um dia para o outro, sabendo que podia contar com eles. Aprendi também que, independentemente da nossa cultura, nos devemos amar a nós próprios e nunca subestimar ninguém.

J: Que conselhos dar a quem queira seguir os teus passos?

  1. Vão, força! Sem dúvida o meu melhor conselho!
  1. Aproveitem!
  1. Eu sei que o medo é inevitável, mas primeiro pesquisem sobre o país, a cultura, se estão aptos ou não a nível orçamental, entre outros. Encontrei pessoas que desistiram do projeto porque não se estavam a adaptar ao país.
  1. O que acontecer, acontece e tem de ser bem-vindo.

J: Pergunta final: Se pudesses descrever a tua experiência numa só palavra, qual seria?

I: Sem dúvida que a palavra escolhida é “amor”. Amei tudo por aquilo que passei, amei as pessoas e as suas personalidades, amei a cultura, amei as crianças e a ligação forte que criei com elas. Foi o que me custou mais, foi despedir-me delas, sabendo que dificilmente as poderei ver de novo.

 

SEGUE O EXEMPLO DA INÊS E VIAJA COM UM PROPÓSITO, PARA A CHINA!

 

Entrevista por Joana Rodrigues